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13 de jul. de 2013

Sou poeira, cinza, abismo…

Nada mais faz sentido. Nem as palavras que costumavam me acolher em seus braços felpudos me traduzem mais. Cada gota de água que escorre na janela, cada sílaba solta no vento, cada pensamento perdido em uma dúzia de cabeças, nada me tira desse mundo desenfreadamente caótico em que eu me encontro. Tornei-me o abismo mais tenebroso e desflorido já encontrado internamente. Me perdi de mim mesma. Todas aquelas palavras que antes me acompanhavam tornaram-se cinzas da minha lastimável perda de habilidade literária. Abandonei cada centímetro das linhas que me completavam em uma só frase. Hoje sou poeira, resto de uma história inacabada. Sou tudo aquilo que palavra nenhuma consegue traduzir. Sou o meu próprio caos. Sou o meu próprio abismo. Joguei-me dentro de mim mesma.

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