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19 de abr. de 2014

"Em meus versos
Eu te fiz acreditar
Que por todo esse tempo
Eu só consegui te amar. 

Foi um sacrifício te escrever 
Sem no mínimo chorar.
Te escrevi essas pequenas palavras
Para você voltar.

Então volta, meu amor
Vem cá me amar.
Acode o meu coração
Que nem sabe rimar."

A falta

Não sei mais usar as palavras. Não sei mais como escrever um texto. Desaprendi de como se deve usar uma vírgula, um ponto final, os dois pontos, travessão, espaço, o etc e etc. De tanto me embebedar de letras agora estou de porre. Perdi o hábito de andar pelas ruas criando um conto, arrumar a casa pensando em um versinho, entrar na fila do pão poetizando. Agora só crio preguiça - e com muito desdém. Crio diversos versos inversos perversos controversos submersos no meu universo. É assim: palavra solta de cá combinando com a frase louca de lá; não faz sentido, mas faz poesia. E é nisso que dá o porre de palavras: um eterno falatório sem coerência nenhuma mas cheio da falta de um verso.