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15 de dez. de 2012

Guardião de segredos.

Todo mundo precisa dessa gente que sabe ouvir um desabafo nosso. Todo mundo sente essa ânsia de contar as novidades para um alguém confiável. É normal do ser humano precisar de um ouvinte. E é ainda mais normal muita gente não ter esse ouvinte. A ânsia de despejar as novidades em cima de alguém só aumenta. O corpo vai ficando pesado, a mente vai ficando abarrotada de ideias e o coração transborda de todo tipo de sentimento. Alguns procuram ajuda em um psicologo. Outros, na escrita. Não é necessário que ninguém entenda. O simples fato de conseguir colocar no papel o que se encontra frequentemente dentro da mente já é um alívio e tanto. A cabeça fica mais leve a cada palavra que escorre, pinga da caneta para o papel. É um dom conseguir guiar uma caneta ou um lápis sem nem mesmo saber qual a direção deve ser tomada, quantos pontos finais e vírgulas devem ser pingados e traçados. Não se sabe por onde devemos começar e terminar. Agora é a nossa mão quem irá nos guiar. Palavras e mais palavras vão sendo soltas. Umas ficam penduradas no meio fio, outras não conseguem se equilibrar e acabam caindo. É assim mesmo, uma chuva sem sentido: uns pingos vão para cima e outros para baixo. É palavra que vai, palavra que vem e palavra que se esquece de ficar. Logo, o ponto final é pingado. A melhor coisa desse nosso amigo é que ele vai saber nos contar aquele desabafo da semana passada exatamente como foi lhe contado. E o melhor de tudo: ele sabe guardar segredo.

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