19 de set. de 2012
Mil vidas.
Caminhava sempre com uma pilha de livros abraçados contra seu peito murcho. Usava sempre seus livros como um escudo como se estivesse se protegendo de algo ou de alguém. Preferia mais as suas vidas já vividas dentro daqueles livros do que a sua nunca compreendida. Dizia ela que sua realidade se encontrava naquelas folhas amareladas. Fora delas, tudo era apenas um mal sonho. Nunca vira algo tão melhor quanto o seu mundo. Era repleto de rimas das quais ela sempre entendera. Seu único e verdadeiro vício era a escrita, a terapia que era escrever. Sua fome era de livros e seu cansaço era da banalidade humana. Não entendia como a vida funcionava, mas de uma coisa ela tinha certeza: já teria vivido mil vida antes de morrer.
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Um comentário:
Que texto lindo!!!
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