9 de jul. de 2012
Só se tu quiseres.
Se tu quiseres um bom aconchego, eu te arrumo um cobertor felpudo e te ajeito do lado esquerdo da minha cama. Se tu quiseres uma caneca quente de chá, eu te preparo com o maior carinho a minha ultima embalagem de chá na minha caneca preferida. Se tu quiseres um ombro para chorar, eu te ofereço o meu ombro -meio desconfortável- para tuas doces lágrimas. Se tu quiseres uma panela de brigadeiro, eu te faço um bolo de chocolate e te lambuzo com a calda. Se tu quiseres uma mão para segurar, eu te ofereço as minhas duas mãos. Se tu quiseres um relógio novo, eu uso da minha economia deste mês para te comprar o relógio mais bonito da loja. Se tu quiseres trocar o meu filme de romance por um de tua preferência, eu assistirei junto contigo. Se tu quiseres um novo cãozinho, eu te ajudo a cuidar. Se tu quiseres um lugar quentinho para te acomodares, eu te ofereço o calor do meu corpo. Se tu quiseres um colo para deitar, eu sento do jeito mais confortável -mesmo que seja completamente desconfortável para mim- para tua cabeça encostar. Se tu quiseres colocar a minha franja atrás da orelha, ainda que eu odeie isto, eu deixarei que tu a coloques. Se tu quiseres me chamar de baixinha fracote, eu irei me zangar mas ainda assim irei sorrir. Se tu quiseres que eu busque água para ti no meio da noite, eu levantarei toda sonolenta e pegarei um copo d’água para tua boca seca. Se tu quiseres um pouco mais de ar, eu te ofereço o meu ar. Se tu quiseres te embolar no nosso cobertor no meio da noite, eu pegarei um outro cobertor para mim. Se tu quiseres o controle da tevê do outro lado da sala, eu o pegarei. Agora, se tu quiseres um outro chá, uma outra boca, um outro colo, um outro aconchego, um outro ombro, uma outra mulher, eu não poderei te oferecer nada, a não ser a porta de saída.
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