5 de jul. de 2012
Excelentíssimo ex-amor...
E por um milésimo de tempo, eu desejei não ter te conhecido. Por uma questão de segundos ou até mesmo minutos, eu desejei que nada disso tivesse acontecido. Desejei não ter recebido tua sms naquela noite, desejei que os meus pensamentos ficassem focados em outra coisa ou pessoa; desejei que a lua não tivesse tanto brilho assim. Por muito tempo, eu imaginei como seria não ter te conhecido e nem ao menos ouvido falar de você. Eu quis jogar todas aquelas cartas e lágrimas no lixo. Quis rasgar uma por uma e quis não ter implorado pela tua presença ao meu lado com lágrimas me escorrendo pela face. Pedi inúmeras vezes que você saísse ao menos por algum tempo da minha mente e do meu coração; que me deixasse em paz comigo mesma. E por um momento eu cheguei a acreditar que, enfim, estava só. Somente comigo. Mas na realidade, eu nunca estive só. Sua presença, o esboço da sua figura retardada sempre permaneceu ao meu lado. Me provocando, me colocando contra seu peito nu e me fazendo ouvir seu coração disparar repentinamente. Custou muito da minha boa vontade livrar-me desse teu cheiro hipnotizante de homem galanteador. Se é do teu interesse saber, eu nunca fui tão hipnotizada por um cheiro doce e escandaloso como o teu. Nunca tive braços tão aconchegantes como os teus ao redor do meu corpo aflorando um maldito sentimento. Ah, mas se eu não tivesse respondido à sua sms, nada disso teria acontecido. Por um grande momento, eu desejei ter uma crise de perda de memória recente. Extramente recente. Ou nem tanto. Desejei desesperadamente nunca ter visto teus olhos verdes procurando os meus castanhos. Contudo, teus olhos, teu corpo, teu calor insistiram em encontrar o meu corpo. E encontraram. Confesso, meu excelentíssimo amado, que apesar dos pesares, nada disso fora tão ruim quanto eu pensei. Me fez crescer, excelentíssimo. Aprendi a me levantar quando a areia movediça me puxa para dentro dela. Levei inúmeros tombos e levantei mais umas trocentas vezes ainda mais disposta a lutar. Teu quase-amor me fez crescer. E, por um milésimo de segundo, eu percebi que se não tivesse te conhecido, nenhum quase-amor teria feito-me crescer como o teu fez. E, mais uma vez, quase me arrependi por ter te conhecido, meu quase-excelentíssimo-ex-amado.
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