-->

19 de jul. de 2012

Desvencilhei-me do platônico...

De quando em quando, eu conseguia me desvencilhar desse teu emaranhado de cordas imaginárias que me prendiam a você. Mas, em alguns segundos, lá estava eu presa a você. Novamente. Como sempre. Caso você queira me chamar de dependente desse teu charme, pois então, chame. Eu não ligo. Juro que não me importaria se você afirmasse isso. Eu realmente me sinto dependente desse teu cheiro de homem elegante, homem sufocador de corações. Realmente sinto uma enorme necessidade de estar com você, de estar em você, de me vestir de você. E o pior de tudo é que só eu que amo, só eu que sinto, só eu que me desvio do amor. Somente eu que tento despistar essa coisa platônica de mim. Sou ímã de um amor nunca correspondido. Sou ímã da dor de uma fraqueza. Fraca por tentar me livrar, me soltar dessas tuas cordas que me puxam mais e mais até você e nunca conseguir. Não encontro antídoto nenhum que me faça acordar desse quase-pesadelo que a realidade me trouxe. E por que você não me ajuda? Por que não me deixa livre para voar com as minhas próprias asas, com a minha própria liberdade? Por que você faz tanta questão de me jogar na cara de que sou uma dependente de um amor platônico e idiota? A minha bagagem pesa, o meu coração pesa e a minha consciência pesa mais ainda. Porém, nada disso irá pesar mais. Vou jogar fora o que é desnecessário e o que me atrasa para fazer a minha travessia. Se você não me ajuda, pode deixar que eu me ajudo. Desvencilhei-me das tuas cordas e matei o platônico. Eu quero voar e ser livre. Não quero dependência e não quero muito menos um quase-amor.

Nenhum comentário: