7 de dez. de 2012
Passado.
Mas tem que ser ele, Zé. Ele e só ele. Ninguém mais além dele. Ninguém mais além daqueles olhos deslumbrantes que me faz apaixonada. Ninguém mais além daquela gargalhada gostosa de se ouvir. Traga-me ele, Zé. Traga-me aquele rapaz de sorriso perfeito e estatura alta. Preciso muito sentir o aconchegante abraço daquele moço de bermuda escura. Só de imaginar um beijo daqueles lábios macios e carnudos que eu… Céus! Eu enlouqueço! Enlouqueço por completo, Zé! Seria tão bom ter aquelas mãos juntas nas minhas… Seria tão perfeito ter aquele corpinho meio desajeitado no meu lado esquerdo da cama… Seria tão bom o ter por completo. Mas ele não me quer. Ele nem ao menos deve se lembrar da minha humilde existência nesse mundo insignificante. Por que é que as coisas não podem ser do jeito que nós queremos, Zé? Por que é que as peças insistem em ter um encaixe tão diferente uma da outra? Eu insisto tanto em bater na mesma tecla na esperança de ter um resultado diferente que acabo quebrando aquele maldito botãozinho. Mesmo ele não me querendo, mesmo ele não me lembrando, mesmo ele não me olhando, eu vou para sempre amá-lo. Com toda a minha alma, eu vou amá-lo. Independente da minha tamanha burrice, eu vou amá-lo eternamente. Como diz aquele ditado clichê e realista… “É melhor você se arrepender daquilo o que fez do que se arrepender daquilo o que não fez.” E cá entre nós, eu não me arrependo de amá-lo tanto assim. Não me arrependendo nenhum pouco de ter me entregado sem pensar no futuro, pensando apenas em ser feliz e em nada mais. Se eu tenho o amor da minha vida comigo, por que é que vou me preocupar com outras coisas? Isso é tudo que eu mais preciso e mais quero. Você aqui comigo, pra me ajudar, pra me sustentar, pra me dar força. Para me aquecer nas noites frias, para me molhar nos dias quentes. Para andarmos pelas ruas de mãos dadas e dedos entrelaçados. Para dividirmos a pizza, a cama, os momentos, a vida. Isso é tudo o que eu mais desejo: te-lô ao meu lado. Poder lhe chamar de “meu” e ouvir de tua boca chamando-me de “minha”. Tudo o que eu preciso é tê-lo comigo. Ser envolvida pelos teus braços quando algo me atormentar, ter a boca adoçada pelos os teus beijos quando eu precisar gritar, ter o corpo esquentado pelo dele quando eu quiser calor. Definitivamente, é tudo o que eu mais desejo: E-L-E. Assim mesmo, deste jeito: Separadinho, grande, negritado e em destaque. Ele para mim, somente ele e somente para mim. É só disso que eu preciso. de nada mais. Aliás, o que mais precisaria se tivesse o motivo do meu viver, andando lado à lado comigo? O que mais precisaria se aquelas mãos desajeitas, encaixassem imperfeitamente em minhas pequenas mãos? O que mais neste mundo me faria tão feliz quanto viver ao lado do meu grandão? Nada. Digo e repido, nada. Não estou exagerando, juro juradinho. Viciei-me em tal desejo de tê-lo comigo. Meu peito tem absorvido saudade, dia após dia. Irônico mesmo não é? Ter saudade do que nunca se teve? Pois bem, eu tenho. E assumo, confesso, admito. Sou perdidamente apaixonada por algo que nunca foi meu, digo, alguém. Sou enlouquecidamente apegada à um corpo que nunca esteve junto ao meu. Amor platônico, talvez seja o conceito para o que muitos diriam sobre o meu sentimento. Mas eu, eu mesma, não acredito que seja só isso. Só amor, só platônico. É mais, é bem mais. O que sinto vai além do que dizem, além do que sabem. O que sinto vai além do que as palavras possam dizer. O que eu sinto vai além de qualquer conceito. O que eu sinto, aqui dentro, vai além do que qualquer pessoa possa decifrar. Do meu sentimento por ele, só eu sei. Digo, às vezes nem eu sei. Só sabe-se ao certo que é intenso, é forte, é arrebatador. É maior que eu, é maior que ele, é maior que o amor. Não que eu saiba a intensidade do amor, aliás, não sei a intensidade nem do que sinto. Mas posso garantir: É maior do que qualquer palavra possa descrever e qualquer frase possa conceituar, Zé.
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