9 de dez. de 2012
A vida nos oferece muito.
Com o tempo aprendemos a dar valor às pequenas coisas, deixamos de lado as brincadeiras de criança e passamos a nos focar às responsabilidades e obrigações que vêm para nos dar um peso nas costas. Com o tempo, a vida muda, os eixos ficam fora de ordem e tudo fica fora do lugar. Você tenta ajeitar ali e comete um erro aqui. Mas fomos feitos para cair e aprender, a vida não dá mole para ninguém. Tudo pede luta; para vencer tem que sofrer, tem que passar por prova de fogo. Mas esperamos o tão esperado fim, a linha de chegada, o troféu. Mas isso demora e o tempo passa tão lentamente quando desejamos algo, almejamos chegar logo ao fim para que possamos respirar aliviados e dizer que cada batalha valeu a pena. São os segundos contados regressivamente para que todo esse peso, essa bigorna de responsabilidades expostas nas nossas costas sejam retiradas e nosso sorriso volte a brotar com o pôr-do-sol. Chega em um momento em que a nossa infância fica de lado e a vida de um alguém independente começa a aparecer diante dos nossos olhos nos obrigando a crescer e aprender. E aprendemos. Aprendemos tanto que nos achamos o dono do mundo; nos achamos capaz de virar trocentos mortais para trás sem torcer um só músculo. Mas não importa, pois mesmo deixando as brincadeiras de lado, isso não significa que nós sejamos pessoas sem graça, sem sal nem açúcar. Carregamos a responsabilidade nas costas e o coração de criança na mão. Nós ainda gostamos de brincar de bem-me-quer e mal-me-quer. O peso nas costas não deve interferir no peso do coração. O coração tem que estar leve para o fim do nosso turno das sete e quinze após três semanas de dor de cabeça. O sorriso tem que estar solto para, no final de semana, cada canto da boca estar rente à cada ponta da orelha. Cansa, meu amigo. Eu sei que cansa trabalhar duro por todo esse tempo, mas quem somos nós para reclamar do que nos faz crescer? Quem é que somos nós para insultar o nosso trabalho duro? Somos meros aprendizes da nossa própria batalha. Mas, escute bem, criança: A vida é muito para reclamarmos dela. Sem ela, o que seríamos? Seríamos simplesmente pessoas miúdas de esforços e fracas de potencial. Então, caro amigo, não reclame do que te faz crescer, pois um dia, quando o sol alaranjar, você verá o quanto valeu a pena esperar para colocar esse teu maravilhoso sorriso no rosto.
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