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10 de out. de 2012

Maldito ciclo!

Essa ânsia que a gente tem de amar destrói qualquer um. Sempre temos essa mania estranha de querer amar achando que estamos sendo correspondidos. Me arrependo amargamente de um dia ter acreditado que o amor curava corações. Que nada! Amor só destrói com o coração e com a mente. Mas nós, cabeças duras, nunca ouvimos a razão. Enquanto ela, a razão, está ali quietinha no canto da casa cochichando para não irmos em direção ao amor, o maldito do coração dá um grito tão alto que a nossa direção se perde da trilha correta e acabamos por bater contra o amor. Amamos muito, nos apaixonamos muito, nos iludimos muito e continuamos o mesmo ciclo por mais uns cinco, seis meses. Ou até por anos. E esse ciclo vai passando de geração em geração até o mundo todo saber disso. Olha, eu lamento muito pelo meu baixo palavreado. Eu realmente lamento por ser tão baixa quando me refiro ao amor. Foram tantas dores acumuladas em um só espaço que quando esse espaço se expeli, voa violência e baixaria para todo canto. Dá uma vontade incontrolável de xingar todo desgraçado que ama. Até eu, ingênua que sou, me sinto uma desgraçada por acreditar trocentas vezes na mentira do século passado. Mas algum dia o amor vai fazer um bem danado. E quando esse “bem danado” chegar, não tenha medo do amor, pois ele te fará bem. Querendo ou não, o amor é como um ciclo: Olhar, se apaixonar, acreditar, amar, se iludir, se machucar e acreditar de novo. E assim vai… umas duzentas vezes até o fim da vida.

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