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31 de ago. de 2012

Tudo que ela queria...

Agachava quando queria chorar e se deixava levar por toda aquela tristeza. Sentia-se culpada por deixá-lo ir mas não confessava o quanto o queria por perto. Escrevia mil e uma cartas frente e verso. Nunca entregou nenhuma delas. Tinha medo das coisas não serem como ela planejava mentalmente. Tinha medo das suas esperanças e o restinho de felicidade que ainda lhe sobrava irem por água abaixo. Na frente dele, ela era rocha, concreto. Por detrás dos seus olhos, ela era flor que se desabrochava com um sorriso. Nunca lhe recusou amor e favor nenhum. Nunca havia se entregado tão intensamente como desta vez. Queria ela poder acreditar que não era um amor singular. Não valia a pena insistir naquele que lhe deixara de mãos e coração abanando. Não valia o mínimo de esforço colocar a sua mão no fogo por aquele que não lhe entregara um só botão de rosa. Não dizia isso para ninguém, mas escrevia na esperança de um auto-consolo. Escrevia para si mesma, para seus próprios olhos e coração. Escrevia para poder ter uma prova do quanto fora tola em amar unicamente. Mas não ligava. Era amor e sempre fora amor. Não se arrependia de nada, mas chorava por ter perdido o que considerava tudo. Então ela chorava na esperança de que o seu choro o trouxesse de volta.

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