31 de ago. de 2012
Talvez...
Talvez esse meu quase-amor prevaleça. Talvez não. Talvez se apague com um tempo da memória. Talvez as linhas fiquem fracas e comecem a se perder do contorno escuro da sua imagem e, aos poucos, toda esse restinho de dor desapareça junto. Talvez eu te lembre a cada manhã, tarde e noite. Talvez eu ainda precise do seu calor nas madrugadas frias. Ou precise do seu beijo para me fazer ficar quieta quando eu não consigo. Talvez as coisas se endireitem e a tempestade acabe para dar espaço para um arco-íris. Talvez o dia permaneça nublado só ameaçando a chover. Talvez chova mesmo com o Sol pairando sob as casas e suas janelas. Talvez eu não queira lembrar do que tivemos. Talvez eu não queira te esquecer. Às vezes luto contra minhas vontades e razões para não deixar-te ir embora da minha memória. Outras, luto para deixar-te fora do meu alcance. Talvez, algum dia, tudo isso passe e eu te esqueça por completo. Ou talvez, eu te lembre todo santo dia.
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