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31 de ago. de 2012

Alma Infantil.

Chega uma hora em que tudo cansa, tudo perde o brilho, a beleza. As coisas começam a ficar sem graça e os olhos já não brilham mais como quando a criança vê o brinquedo novo. As pessoas já não têm mais aquelas piadas que nos dói o abdômen de tanto rir. O que antes era considerado por você o melhor e mais bonito texto do mundo, hoje você já tem decorado as linhas de cor e salteado. Amarelinha e pique-esconde perderam a graça porque já não se tem mais onde se esconder e nem onde pular. Chega uma hora em que até o caminho de ir para casa é enjoativo. Não se tem mais direção e nem rumo. Não sei se vou pra lá, pra cá ou se fico aqui. Não sei nem se devo seguir. Os brinquedos estragados e desbotados foram esquecidos de serem trocados por novos brinquedos. Aqueles livros que você havia lido quatrilhões de vezes e ainda assim não se cansava deles, hoje já não tem mais graça de ler uma história que você já conhece. Chegou a hora em que tudo perde a graça e o brilho. Chegou a hora em que o meu gosto fica ranzinza. Tudo acaba sendo velho demais para uma alma que permanece infantil.

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