9 de jul. de 2012
Pouco amor, falta. Muito amor, é excesso.
Hoje eu olhei para o céu e lembrei-me do teu olhar azul cor-de-mar. Jurava que havia visto teus lindos e imensos olhos pregados naquele gigantesco pano azul do céu recobrindo toda a multidão. Por um momento, eu cheguei a acreditar que você ainda estava ali do meu lado, deitado naquela grama de um esverdeado claro mirando o raiar do sol sobre nossas cabeças. Mas não estava. Já havia um tempo em que você partira e não se importava mais se eu estava bem, se eu estava sentindo saudades, ou se eu estava simplesmente suportando toda essa angústia apertando o meu coração. Você nunca mais ligou, nunca mais me desejou boa noite via SMS, nunca mais me olhou fundo nos olhos e disse que sentia saudades. Você nunca mais quis saber se eu estava viva ou completamente morta por dentro. Eu juro que tentei parar de me importar com você. Eu juro pelo meu grandioso Deus que eu tentei me desprender pelo menos um pouco de você. Em vão. Eu nunca, jamais, em hipótese alguma deixei de pensar em você por um segundo sequer. Eu desejei, por um pequeno instante, ter uma bela de uma amnésia, mas me arrependi de tal pensamento em fração de segundos. Eu jamais quisera esquecer aqueles nossos momentos únicos e inteiramente perfeitos. Eu jamais quisera esquecer o sabor doce do teu beijo amargo. Contudo, era o meu sonho esquecer toda aquela dor me amarrando, arremessando e amassando o meu lado esquerdo do peito. Era um sufoco viver com toda aquela minha sensação de estar sendo deixada de lado. Era - e ainda é - uma tortura deitar naquela grama onde fazíamos nosso piquenique de final de semana sem ter a sua presença ao meu lado. Hoje à noite, o céu está coberto com um imenso pano inteiramente negro com miúdos pontinhos brilhantes pairando por todo canto. Neste exato momento, estou com os olhos fixos em uma das estrelas. A mais brilhante; a maior de todas. Sim, para belezas desse tipo eu sou extremamente gulosa. Se eu pudesse, correria até essa estrela, pegaria ela e a daria para você só para combinar com o intenso brilho dos teu olhos. Mas que olhos? Que brilho? Teus olhos já não brilhavam como quando você me olhava do outro lado da rua. Teus olhos já não eram mais meus e tua pupila não dilatava mais como antes. Mais uma vez, estou eu aqui, recordando-me de um alguém que não lembra ao menos do meu nome. E mais uma vez, as lágrimas transbordam pelos meus olhos encharcados de saudade dos teus -olhos- que deslizam subitamente pelo meu rosto e pousam fortemente nesta folha -ou linhas, como você preferir-. Agora há uma poça d’água exatamente em cima da palavra “coração”. Ironia? Vai saber! Sei apenas que meu coração não está muito diferente dessa situação. E, pela milésima vez como nas páginas anteriores deste caderno, despeço-me dessas linhas quase imperceptíveis e tento colocar um ponto final em toda essa história, em todo esse meu sentimento. Por martelar tanto e sempre na mesma tecla com a escrita “burra”, tornei-me resto de um amor extremamente excessivo; resto de uma saudade excessiva; resto de uma paixão excessiva; resto de um eu excessivo.a
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