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9 de jul. de 2012

Amor surrado.

Virei as costas e fui embora. Não quis saber da sua explicaçãozinha barata. E você ali, jogado no chão duro me implorando para voltar. Mas eu não voltei. Segui em frente, fechei os olhos, concentrei o choro pra dentro de mim e não olhei para trás. Foram tantas mentiras acumuladas até que um momento eu explodi. Não quero mais notícias suas. Não quero mais aquela sua cara lavada me olhando fundo nos olhos e ainda tendo a coragem de mentir. Eu não quero mais saber de você. Pra mim já chega. Não vou mais correr atrás de você, não vou mais te lembrar, não vou mais chorar, não vou mais te amar. Ou pelo menos vou tentar. Pensa que eu não sei das suas fugas? Pensa que eu não sei quando você mentia para mim e logo em seguida venha com um buque de flores com aquela cara de moço carente? Pensa que eu não sei que isso tudo era uma de suas jogadas trapaceiras? Pensa que eu não sei o quão hipócrita você é? Você realmente acredita que conseguiu me enganar por completo? Pois é, e conseguiu. Por hora, mas conseguiu. Fui jogada direitinho naquela tua lábia de moço malandro. Não suspeitava de absolutamente nada e me entreguei de corpo e alma. Você jogou comigo, me usou e depois me jogou para a sarjeta para ir atrás daquela outra garota de saia curtinha. Um canalha você! Um canalha por ter estraçalhado cada partezinha do meu coração. Um imenso idiota por ter deixado uma dama jogada para os cantos da calçada. Mas agora já chega! É a minha vez de jogar. Arregacei minhas mangas, joguei o cabelo para trás, taquei fora o coração e tirei minha carta coringa de dentro do bolso. É a sua vez de ser jogado para os cantos. É a sua vez de tomar do seu próprio veneno. E isso não é uma vingança. Não, não, não é vingança não. Pois foi você que fez isso consigo mesmo. Agora aguenta. Passe pelo o que eu passei e sinta a dor que eu senti. Aprenda que nunca se deve deixar uma dama de lado. Aprenda que a hipocrisia não te traz nada de bom, garoto. Tome do seu próprio veneno e sinta o gosto amargo de um amor surrado.

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