19 de jul. de 2012
Amo mais do que devia...
Só sei que amo. Amo de corpo, de alma, de coração, de mente e de razão. Às vezes amo tanto que até esqueço de mim mesma, perco o chão. Mas logo recupero-o e me ponho de pé sem perder a concentração. Amo de todo o canto do mundo. Amo daqui, dali, de cá, acolá e de outro lado e do outro também. Amo exageradamente. Amo perdidamente. Amo descontroladamente. Amo tanto que não há palavras capaz de expressar o quanto. Não sei o quanto amo. Não sei se é muito amor ou se é amor demais. Amo sem nem mesmo saber o quanto, mas sei que amo. Já amei por trinta e cinco segundos e já amei por quase um ano e meio. Já amei chorando e já amei sorrindo. Já amei amando e já amei odiando. Já amei com sol e já amei com chuva. Eu amo de várias formas, mas nunca pela metade. Não gosto de um meio-amor. Ou é amor ou é… ou não é amor! Não existe um meio termo. E se existe, eu não quero. Ou eu quero a laranja inteira ou eu não quero nada. Ou é oito ou é oitenta. Ou é amor exagerado ou é amor surrado. Eu vejo amor até mesmo sendo cega. Eu ouço o amor até mesmo sendo surda. Corro atrás do amor até mesmo sendo aleijada. Sinto amor até mesmo sem sentir. Sinto amor em todo o lugar. Sinto amor na banca de jornal, na bolsa da mulher, no banco da praça, no olhar do cachorrinho, no coração do mendigo, na asa do passarinho… Vejo amor até mesmo onde não existe amor. Eu sou capaz de enxergar amor aonde não existe ao menos um coração. Eu vejo a Lua e o Sol, o mar e a areia se amando de longe ou de perto. Tem amor em todo o lugar do mundo. Em cada canto escuro, tem uma pitada de amor. Às vezes, as pessoas não são capazes de enxergar o amor e por isso acabam acreditando que não existe amor.Deus é o amor. A natureza é o amor. A interação com a flor e a terra é o amor. Tem amor até mesmo nos lugares mais sombrios. Tem amor transbordante no meu coração, na minha alma que até sobra amor. Tem amor nos meus olhos, nos meus dedos. Eu tenho amor para dar e sobrar. Eu amo todos, menos a mim. Falta amor para mim. Falta amor para o meu eu. Dou muito amor e recebo pouco amor e eu sinto falta de amor, apesar de ter tanto amor pelos outros. E cá entre nós, amar fere. Amar maltrata demais o coração. Amar desgasta, detona. Vivo jogada pelos cantos por culpa do amor. Amo tanto os outros que esqueço de amar a mim mesma. Pessoas que não merecem nem mesmo uma pitadinha sequer do meu amor. Mas eu amo. Infelizmente, eu amo. Amo de olhos fechados ou arregalados. Eu amo independente de me amar. Não sei o quanto amo, mas sei que amo. E como amo, viu!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário